Osasco abriu uma nova frente de articulação para o turismo local ao eleger a gestão 2026-2028 do Conselho Municipal de Turismo, o Comtur, em reunião realizada em 6 de maio.
A movimentação ganha peso porque ocorre num momento em que o município tenta consolidar presença institucional no setor, com metas que incluem eventos, promoção e integração regional.
Segundo a prefeitura, a nova composição assume com uma carteira de quase 50 iniciativas e com a prioridade de transformar planejamento em execução nos próximos dois anos.
Nova gestão do Comtur recoloca turismo na agenda econômica
A eleição foi conduzida pela Secretaria de Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Econômico e definiu os representantes que vão comandar o conselho no biênio 2026-2028.
Na prática, o movimento sinaliza uma tentativa de dar caráter permanente a uma pauta que, em Osasco, costuma ficar atrás de saúde, mobilidade e desenvolvimento urbano.
O ponto mais relevante é que o conselho passa a operar com agenda já desenhada, incluindo quase cinquenta iniciativas listadas pela prefeitura para o próximo ciclo.
Entre elas aparecem ações de promoção histórica, presença em fóruns do setor, conferência municipal e articulações institucionais com entidades do turismo paulista.
- Eleição ocorreu em 6 de maio de 2026.
- Mandato vai até 2028.
- Secretaria de Tecnologia coordenou a reunião.
- Pacote prevê cerca de 50 iniciativas.

Quais são os projetos já colocados na mesa
A relação divulgada pela administração municipal mistura ações de posicionamento, memória urbana, governança e promoção de eventos com potencial de atrair circulação de visitantes.
Um dos eixos é a inserção de Osasco no Mapa do Turismo Brasileiro, mecanismo federal que orienta políticas públicas, critérios de regionalização e enquadramento dos municípios.
O programa federal passou por atualização neste ano, com novas diretrizes publicadas pelo Ministério do Turismo em fevereiro de 2026, o que aumenta a relevância da movimentação local.
Outro bloco de projetos envolve a participação de Osasco em fóruns como a WTM Latin America e em agendas de integração com o ecossistema turístico paulista.
A prefeitura também menciona a criação do canal oficial do Comtur no YouTube, a primeira conferência municipal de turismo e o Festival Gastronômico Sabores de Osasco.
- Integração ao Mapa do Turismo Brasileiro.
- Participação em fóruns e feiras do setor.
- Realização da 1ª Conferência Municipal de Turismo.
- Criação do Festival Gastronômico Sabores de Osasco.
Por que a eleição do conselho importa além do simbolismo
Conselhos municipais podem parecer instâncias burocráticas, mas funcionam como base para continuidade administrativa, articulação com o setor privado e validação de políticas públicas.
No caso do turismo, isso pesa ainda mais porque muitos programas federais e estaduais exigem governança local, planejamento formal e interlocução institucional permanente.
As regras atuais do ministério reforçam que o Mapa do Turismo orienta a atuação prioritária das políticas públicas e depende do cumprimento de critérios municipais objetivos.
Entre esses critérios estão estrutura administrativa, dotação orçamentária e organização regional, como mostra a portaria do Ministério do Turismo que reorganizou o programa em 2026.
Isso significa que a eleição do Comtur não é apenas protocolar. Ela ajuda a sustentar a presença de Osasco em redes de fomento, visibilidade e captação de oportunidades.
Os próximos passos e o que observar até 2028
O desafio agora será converter a lista de intenções em calendário, orçamento, execução e indicadores públicos que permitam acompanhar o impacto das ações anunciadas.
Há espaço para resultados concretos em pelo menos três frentes: gastronomia, turismo de negócios e valorização da memória local ligada ao desenvolvimento industrial e urbano.
A agenda histórica citada pela prefeitura, com referências a Antônio Agú e Dimitri Sensaud de Lavaud, indica uma tentativa de construir narrativa própria para a cidade.
Se o conselho conseguir organizar conferência, festival, presença em feiras e integração regional, Osasco pode ganhar densidade como destino complementar na Grande São Paulo.
Sem execução, porém, a nova gestão corre o risco de repetir um padrão frequente em conselhos públicos: muito planejamento formal e baixa entrega percebida pela população.
- Definir cronograma público das ações prioritárias.
- Informar orçamento e parceiros envolvidos.
- Detalhar metas para eventos e promoção.
- Prestar contas periódicas à sociedade civil.
Cidade tenta transformar potencial difuso em política estruturada
Osasco já reúne rede hoteleira, circulação corporativa, gastronomia e posição estratégica na região metropolitana, mas ainda busca converter esses ativos em política turística reconhecível.
A eleição da nova gestão do Comtur recoloca esse esforço no radar e cria uma referência institucional para acompanhar promessas, prioridades e entregas entre 2026 e 2028.
O teste real começará agora, quando o conselho precisar mostrar se a agenda apresentada pela prefeitura sairá do papel e produzirá efeitos econômicos mensuráveis.
Para uma cidade acostumada a ser vista apenas como polo de negócios e passagem, a aposta é ampliar reputação, permanência de visitantes e visibilidade regional.
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