Osasco empossa novos conselheiros de Habitação em 7 de maio

Publicado por Marcelo Neves em 8 de maio de 2026 às 10:18. Atualizado em 8 de maio de 2026 às 10:18.

A Prefeitura de Osasco empossou os novos integrantes do Conselho Municipal de Política Urbana e Habitacional e recolocou a pauta da moradia no centro da agenda local.

A cerimônia ocorreu em 7 de maio de 2026, no Paço Municipal, com presença do prefeito Gerson Pessoa, do secretário de Habitação, Gelso Lima, e representantes da sociedade civil.

O movimento ganha peso político porque o colegiado inicia mandato de três anos em meio à pressão por novas casas, regularização fundiária e articulação com governos estadual e federal.

Novo conselho assume com mandato até 2028

Segundo a prefeitura, o novo conselho foi empossado na Sala Luiz Roberto Claudino da Silva, anexa ao Paço Municipal, em cerimônia publicada em 7 de maio de 2026.

O órgão reúne representantes do poder público e de segmentos ligados à habitação, urbanismo, universidade e movimentos por moradia.

O mandato dos conselheiros será de 2026 a 2028, com a missão de acompanhar discussões estratégicas sobre política urbana e produção habitacional.

A eleição que definiu a composição ocorreu em novembro do ano passado e mobilizou um universo expressivo de participantes.

  • 2.705 pessoas participaram do pleito;
  • 2.581 votos válidos foram registrados;
  • o conselho é presidido pelo secretário municipal de Habitação.

Os números foram apresentados pela administração como o maior comparecimento já registrado em eleições para esse colegiado no município.

Novos conselheiros de Habitação de Osasco durante a solenidade de empoçamento
Foto: Divulgação / Tratada com IA

Habitação vira eixo de pressão sobre a gestão

A posse do conselho acontece num momento em que a prefeitura tenta acelerar entregas e ampliar sua capacidade de negociação para destravar projetos imobiliários sociais.

Durante o evento, Gelso Lima afirmou que parte das demandas do setor ficou represada em governos anteriores e que a atual gestão busca apoio externo para avançar.

A fala sinaliza que Osasco pretende usar o novo colegiado como espaço de pactuação política e técnica para sustentar novos empreendimentos habitacionais.

Na prática, o conselho tende a funcionar como arena de mediação entre governo, entidades, especialistas e movimentos populares.

  • debate de prioridades urbanas;
  • acompanhamento de programas habitacionais;
  • avaliação de demandas por regularização;
  • interlocução com entes estaduais e federais.

Esse desenho é relevante porque o déficit de moradia não depende apenas de terreno disponível, mas também de licenciamento, financiamento e coordenação institucional.

Meta da prefeitura expõe tamanho do desafio

Na cerimônia, o prefeito Gerson Pessoa reafirmou que o plano de governo prevê construir ao menos 2 mil unidades habitacionais e fazer 5 mil regularizações fundiárias em quatro anos.

Ao mesmo tempo, o próprio prefeito admitiu que essas metas não devem ser alcançadas apenas com recursos municipais.

Essa declaração tem peso porque explicita uma limitação orçamentária e reforça a dependência de parcerias para viabilizar escala.

O diagnóstico ajuda a explicar por que a prefeitura trata o conselho como peça institucional importante para dar continuidade e legitimidade às políticas do setor.

Em abril, a cidade já havia anunciado a entrega de títulos de propriedade, uma frente paralela que mostra como a regularização fundiária segue combinada à expansão da oferta habitacional.

  1. ampliar a oferta de moradias novas;
  2. regularizar imóveis já ocupados;
  3. buscar recursos fora do orçamento municipal;
  4. manter participação social na definição das prioridades.

Minha Casa, Minha Vida amplia expectativa local

Outro dado citado na posse foi o avanço do credenciamento de entidades ligadas ao Minha Casa, Minha Vida na modalidade Entidades.

De acordo com a prefeitura, Osasco destravou a regularização para nove entidades construírem 1.090 unidades habitacionais no município.

A administração informou ainda que disponibilizou seis áreas para receber os projetos, voltados a famílias já cadastradas por essas entidades.

Esse ponto eleva a expectativa sobre o novo conselho porque o colegiado passa a atuar num cenário com obras potenciais já mapeadas.

A posse também ocorre enquanto o governo federal mantém o programa habitacional como uma das vitrines da política urbana nacional, com foco em famílias de menor renda e produção subsidiada.

No plano local, a combinação entre áreas cedidas, entidades habilitadas e conselho em funcionamento cria uma base institucional mais robusta para cobrança de resultados.

Por que a posse importa além do ato formal

Conselhos municipais costumam parecer instâncias burocráticas, mas, no campo da habitação, eles podem influenciar prioridades, fiscalização e participação social.

No caso de Osasco, isso pesa ainda mais porque a cidade integra a Região Metropolitana de São Paulo, onde terra urbana, mobilidade e adensamento pressionam permanentemente o planejamento.

Dados do perfil municipal compilado pelo IBGE ajudam a dimensionar o porte populacional de Osasco e o tamanho da demanda por infraestrutura urbana.

Para o mercado político local, a posse do novo conselho também funciona como termômetro de governabilidade junto a movimentos de moradia.

Se o colegiado conseguir transformar participação em encaminhamentos concretos, a gestão ganha fôlego num tema socialmente sensível e eleitoralmente relevante.

Se houver lentidão, o mesmo espaço pode virar foco de pressão pública por obras, regularizações e prazos mais claros.

Por isso, o ato de 7 de maio vai além da solenidade: ele marca a abertura de uma nova rodada de cobrança sobre como Osasco pretende enfrentar seu déficit urbano habitacional até 2028.

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Este conteúdo foi estruturado com apoio de Inteligência Artificial e revisado pelo editor-chefe Marcelo Neves. O Notícias Osasco mantém curadoria, checagem e responsabilidade editorial humana sobre as informações publicadas.

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