Secretaria de Emprego, Trabalho e Renda de Osasco inaugura nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, o 1º Núcleo de Compostagem e Produção Agroecológica da cidade, em parceria com a Transpetro, no Jardim Aliança.
O equipamento foi anunciado pela Prefeitura como um novo eixo de geração de renda, educação ambiental e apoio às hortas urbanas do município. A abertura está marcada para as 8h, na Avenida Passaredo, 380.
A iniciativa surge um dia após a divulgação oficial do projeto e mira um ponto sensível da política urbana: o reaproveitamento de resíduos orgânicos para produção de adubo e fortalecimento da agricultura local.
O que será inaugurado em Osasco nesta terça
Segundo a Prefeitura, o núcleo foi estruturado pelo Departamento de Economia Solidária da SETRE e nasce com foco em compostagem, agroecologia e inclusão produtiva.
Na prática, o espaço deve receber resíduos orgânicos, transformá-los em adubo e direcionar esse insumo para hortas urbanas e produção de alimentos sem agrotóxicos.
O comunicado oficial informa que o projeto será operado no chamado Eixo Verde e foi desenhado para combinar sustentabilidade com oportunidade econômica para famílias da cidade.
Na nota municipal, a gestão afirma que a inauguração do 1º Núcleo de Compostagem e Produção Agroecológica acontece em 28 de abril, às 8 horas, com participação da Transpetro.
- Local: Avenida Passaredo, 380, Jardim Aliança
- Data: 28 de abril de 2026
- Horário: 8h
- Órgãos envolvidos: SETRE e Departamento de Economia Solidária

Parceria com a Transpetro amplia alcance social do projeto
A presença da Transpetro dá ao anúncio um peso adicional, porque conecta a política local de resíduos e agricultura urbana a uma empresa federal ligada à cadeia de energia.
Em março, a companhia informou ter firmado acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário para apoiar iniciativas voltadas à agricultura familiar urbana e ao uso social de áreas operacionais.
Nesse contexto, a parceria em Osasco reforça uma estratégia mais ampla de associar sustentabilidade, território e inclusão econômica em regiões urbanizadas.
Em comunicado recente, a estatal destacou o fortalecimento da agricultura familiar urbana e o uso responsável de áreas produtivas como parte de sua agenda socioambiental de 2026.
Embora a Prefeitura não detalhe, até agora, metas numéricas de processamento ou volume de resíduos, o desenho do projeto indica um modelo de escala local com efeito comunitário direto.
- Redução do descarte orgânico em aterros
- Produção de adubo para hortas urbanas
- Estímulo à educação ambiental
- Possível geração de renda para agricultores locais
Por que a compostagem ganhou espaço nas cidades
O tema avançou na agenda pública porque o lixo orgânico responde por parte relevante do volume coletado nas cidades brasileiras e ainda é pouco reaproveitado.
O Ministério do Meio Ambiente vem tratando a compostagem como instrumento para cortar desperdício alimentar, ampliar reciclagem e reduzir emissões associadas ao manejo inadequado dos resíduos.
Dados do governo federal mostram que o país ainda tem baixa taxa de reaproveitamento desse material, o que aumenta a pressão sobre aterros e sistemas municipais de limpeza.
Segundo o Ministério, apenas 2% dos resíduos sólidos urbanos coletados foram encaminhados à reciclagem em 2022, incluindo secos recicláveis e orgânicos compostáveis.
Por isso, projetos como o de Osasco costumam ser observados como laboratório de política pública, especialmente quando unem gestão de resíduos, produção de alimentos e mobilização comunitária.
- O resíduo orgânico é separado
- O material passa por decomposição controlada
- O composto vira fertilizante natural
- O insumo retorna para hortas e plantios urbanos
Impacto esperado para hortas urbanas e economia solidária
A Prefeitura sustenta que o adubo produzido no novo núcleo deve abastecer hortas urbanas e ajudar a ampliar a oferta de alimentos saudáveis cultivados dentro do município.
Esse ponto dialoga com outra frente recente da administração. Em abril, Osasco informou que já havia implantado 18 mini pomares urbanos e plantado mais de 1.000 mudas.
Embora sejam programas distintos, ambos convergem na mesma lógica: usar áreas urbanas para ampliar cobertura verde, apoiar segurança alimentar e aproximar moradores de práticas sustentáveis.
O núcleo também se encaixa no campo da economia solidária, porque transforma um passivo urbano, o resíduo orgânico, em insumo produtivo com potencial de circulação econômica local.
Se a operação avançar, a cidade pode criar um ciclo mais fechado entre descarte, compostagem, adubação e produção agrícola, reduzindo custos ambientais e fortalecendo pequenos produtores.
| Elemento | Função no projeto |
|---|---|
| Resíduo orgânico | Matéria-prima da compostagem |
| Composto orgânico | Adubo para hortas urbanas |
| Economia solidária | Base para geração de renda local |
| Educação ambiental | Formação comunitária e engajamento |
O que ainda falta saber após o anúncio
Apesar do lançamento, ainda não foram divulgados indicadores centrais para medir o desempenho do equipamento nos próximos meses.
Entre as lacunas estão capacidade de processamento, origem dos resíduos, número de trabalhadores envolvidos, volume de adubo estimado e cronograma de atendimento das hortas beneficiadas.
Também não há, por enquanto, detalhamento público sobre orçamento, metas anuais ou modelo operacional permanente do espaço após a cerimônia de abertura.
Essas respostas serão decisivas para mostrar se o núcleo ficará restrito a um projeto-piloto simbólico ou se poderá se consolidar como política estruturante em Osasco.
Por ora, o fato concreto é que Osasco abre em 28 de abril de 2026 seu primeiro núcleo municipal dedicado à compostagem e à produção agroecológica, com promessa de unir resíduos, alimento e renda no mesmo território.
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