Osasco investiga descarte de 40 mil livros da Biblioteca Municipal

Publicado por Marcelo Neves em 16 de junho de 2026 às 19:18. Atualizado em 16 de junho de 2026 às 19:18.

A Prefeitura de Osasco abriu uma sindicância para apurar a denúncia de descarte de cerca de 40 mil livros da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, caso que ganhou repercussão no fim de abril.

O episódio envolve a gestão do prefeito Gerson Pessoa, a Secretaria de Cultura e o mandato coletivo JuntOz, que pediu apuração ao Ministério Público paulista.

Embora a administração negue descarte irregular, o prefeito reconheceu falhas no transporte do acervo e afirmou que responsáveis poderão ser punidos, se houver irregularidades confirmadas.

O que aconteceu com o acervo da Biblioteca Monteiro Lobato

Segundo a denúncia de descarte de cerca de 40 mil livros, exemplares da biblioteca apareceram em caçambas, provocando reação imediata de vereadores e moradores.

As imagens circularam nas redes e ampliaram a pressão sobre a prefeitura para explicar o destino de um dos acervos culturais mais conhecidos da região.

A biblioteca Monteiro Lobato aparece no próprio portal municipal como equipamento central da política cultural da cidade, ainda fechada para reforma desde 2024.

  • Denúncia partiu do mandato coletivo JuntOz
  • Prefeitura nega descarte definitivo do acervo
  • Vídeos mostraram livros em caçambas

Resposta da prefeitura e linha de defesa do governo

Em manifestação pública, Gerson Pessoa disse que houve erro no modo de transporte dos livros, mas não confirmou que o material tenha sido inutilizado de forma deliberada.

Na versão inicial mencionada no caso, a administração alegou que parte dos exemplares poderia estar contaminada por fungos, ponto contestado por vereadores.

No site oficial da prefeitura, a Secretaria de Cultura mantém a Biblioteca Pública Monteiro Lobato como referência de empréstimo e consulta para moradores e servidores.

  • Sindicância foi determinada pelo prefeito
  • Gestão fala em apuração interna
  • Laudo técnico virou peça central da controvérsia

Por que o caso pressiona a gestão municipal

O pedido encaminhado por vereadores cobra laudo pericial, lista dos títulos afetados e medidas para preservar livros ainda recuperáveis.

Também há solicitação para interromper novos descartes e isolar o material removido, até que órgãos competentes concluam a verificação técnica.

No portal institucional, a prefeitura informa que a Biblioteca Monteiro Lobato está fechada para reforma desde 2024, o que aumenta a cobrança por transparência sobre o acervo.

  1. Apurar se houve dano ao patrimônio público
  2. Confirmar eventual contaminação dos livros
  3. Definir responsabilidade administrativa e política

Mais do que um problema operacional, o episódio virou teste político para a gestão de Osasco na área cultural e deve seguir em foco nas próximas semanas.

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