A Prefeitura de Osasco abriu uma sindicância para apurar a denúncia de descarte de cerca de 40 mil livros da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, caso que ganhou repercussão no fim de abril.
O episódio envolve a gestão do prefeito Gerson Pessoa, a Secretaria de Cultura e o mandato coletivo JuntOz, que pediu apuração ao Ministério Público paulista.
Embora a administração negue descarte irregular, o prefeito reconheceu falhas no transporte do acervo e afirmou que responsáveis poderão ser punidos, se houver irregularidades confirmadas.
O que aconteceu com o acervo da Biblioteca Monteiro Lobato
Segundo a denúncia de descarte de cerca de 40 mil livros, exemplares da biblioteca apareceram em caçambas, provocando reação imediata de vereadores e moradores.
As imagens circularam nas redes e ampliaram a pressão sobre a prefeitura para explicar o destino de um dos acervos culturais mais conhecidos da região.
A biblioteca Monteiro Lobato aparece no próprio portal municipal como equipamento central da política cultural da cidade, ainda fechada para reforma desde 2024.
- Denúncia partiu do mandato coletivo JuntOz
- Prefeitura nega descarte definitivo do acervo
- Vídeos mostraram livros em caçambas
Resposta da prefeitura e linha de defesa do governo
Em manifestação pública, Gerson Pessoa disse que houve erro no modo de transporte dos livros, mas não confirmou que o material tenha sido inutilizado de forma deliberada.
Na versão inicial mencionada no caso, a administração alegou que parte dos exemplares poderia estar contaminada por fungos, ponto contestado por vereadores.
No site oficial da prefeitura, a Secretaria de Cultura mantém a Biblioteca Pública Monteiro Lobato como referência de empréstimo e consulta para moradores e servidores.
- Sindicância foi determinada pelo prefeito
- Gestão fala em apuração interna
- Laudo técnico virou peça central da controvérsia
Por que o caso pressiona a gestão municipal
O pedido encaminhado por vereadores cobra laudo pericial, lista dos títulos afetados e medidas para preservar livros ainda recuperáveis.
Também há solicitação para interromper novos descartes e isolar o material removido, até que órgãos competentes concluam a verificação técnica.
No portal institucional, a prefeitura informa que a Biblioteca Monteiro Lobato está fechada para reforma desde 2024, o que aumenta a cobrança por transparência sobre o acervo.
- Apurar se houve dano ao patrimônio público
- Confirmar eventual contaminação dos livros
- Definir responsabilidade administrativa e política
Mais do que um problema operacional, o episódio virou teste político para a gestão de Osasco na área cultural e deve seguir em foco nas próximas semanas.
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