A Prefeitura de Osasco anunciou a apresentação do projeto Clima em Conta, marcada para 3 de julho, no Espaço Cultural Grande Otelo. A iniciativa coloca o orçamento municipal no centro da adaptação climática.
Divulgado em 25 de junho, o projeto surge como um dos movimentos mais concretos da cidade para medir quanto das despesas públicas conversa, direta ou indiretamente, com eventos extremos.
Segundo a administração municipal, a proposta usa a análise de 531 ações da LOA de 2026 para mapear investimentos ligados à resiliência urbana.
O que muda com o Clima em Conta
O projeto foi desenhado para conectar planejamento, orçamento e política climática. Na prática, a meta é identificar onde o município já investe e onde ainda há lacunas.
A metodologia aplicada é a Budget Climate Assessment, usada para classificar ações governamentais relacionadas à agenda climática. O foco está na adaptação, não apenas em metas ambientais genéricas.
O estudo-piloto também considera o Plano Plurianual 2026-2029. Em Osasco, o PPA inclui o eixo Desenvolvimento Ambiental e Justiça Climática como referência institucional.
- Mapeamento de despesas com relação climática direta
- Identificação de ações com impacto indireto
- Leitura estratégica do orçamento municipal
Evento reunirá governo, academia e sociedade civil
A apresentação pública ocorrerá das 10h às 12h, na Rua Dimitri Sensaud de Lavaud, 100, na Vila Campesina. A prefeitura informou que o encontro será aberto a interessados.
Devem participar gestores públicos, especialistas, representantes da sociedade civil e integrantes da academia. A proposta é transformar o debate técnico em base para decisões futuras.
De acordo com a própria prefeitura, o evento foi organizado para discutir como planejamento e orçamento podem preparar a cidade para desafios climáticos presentes e futuros.
- Data: 3 de julho de 2026
- Horário: 10h às 12h
- Local: Espaço Cultural Grande Otelo
Por que a notícia é relevante agora
O anúncio ocorre num momento em que cidades brasileiras tentam sair do discurso e estruturar mecanismos concretos de resposta climática. Orçamento, nesse cenário, virou indicador de prioridade real.
O Clima em Conta foi desenvolvido no Fellowship da OEA sobre governo e dados abertos, com parceria da CGU e apoio de organismos internacionais e do Ministério do Meio Ambiente.
Esse desenho acompanha uma discussão mais ampla no país sobre adaptação urbana e gestão pública, tema reforçado por políticas nacionais de meio ambiente e mudança do clima.
- Primeiro, Osasco mede o que já existe no orçamento.
- Depois, identifica gargalos e oportunidades.
- Por fim, pode transformar diagnóstico em política pública permanente.
Se o projeto avançar além da fase de apresentação, Osasco poderá criar um modelo local de governança climática baseado em números, execução orçamentária e cobrança pública por resultados.
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