O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Osasco anunciou uma nova ação pública para o Maio Laranja. A cidade terá palestra gratuita no dia 18 de maio, com duas sessões.
A atividade foi divulgada na segunda-feira, 11 de maio, e reúne especialistas de áreas diferentes para discutir prevenção, denúncia e proteção de crianças e adolescentes contra violência sexual.
O evento ocorre no auditório da Faculdade Anhanguera, na Avenida dos Autonomistas, 1325, em Vila Campesina. Segundo a prefeitura, haverá encontros das 9h às 11h30 e das 19h30 às 21h.
CMDCA e prefeitura organizam ação pública para o Maio Laranja
A iniciativa é conduzida pelo CMDCA Osasco em parceria com a Secretaria Executiva da Infância e Juventude. O foco é ampliar informação qualificada antes do Dia Nacional de Combate ao Abuso.
A própria administração municipal informou que a palestra será aberta ao público e terá dois horários no dia 18 de maio, data simbólica da mobilização nacional.
O formato escolhido indica uma tentativa de alcançar públicos distintos. A sessão da manhã pode atrair profissionais da rede, enquanto a noturna tende a facilitar a presença de famílias e estudantes.
Também chama atenção a composição do painel. A programação mistura especialistas de psicologia, medicina, advocacia criminal, terceiro setor e investigação cibernética, ampliando o debate para ambientes físicos e digitais.
- Data: 18 de maio de 2026
- Horários: 9h às 11h30 e 19h30 às 21h
- Local: Faculdade Anhanguera, Avenida dos Autonomistas, 1325
- Entrada: gratuita, mediante inscrição

Quem participa e por que a programação ganhou peso
Entre os nomes confirmados estão André Lopes, Patrícia Castello, Danildes dos Santos, Josafá Marques, Mônica Bomfim, Débora Chabes e Alessandro A. da Silva.
O grupo reúne perfis complementares. Há profissionais ligados à investigação forense, ao direito penal, à pediatria, à psicologia hospitalar e à defesa de direitos humanos.
Essa diversidade reforça a leitura de que o enfrentamento da violência sexual exige resposta intersetorial. Não se trata apenas de punir crimes, mas de identificar sinais, acolher vítimas e acionar a rede adequada.
O debate sobre ambiente digital também deve ganhar espaço. A presença de um especialista em investigações cibernéticas sugere atenção crescente aos riscos de aliciamento, exposição e circulação de conteúdo criminoso online.
- Prevenção exige informação acessível para famílias e escolas.
- Identificação precoce depende de profissionais treinados.
- Denúncia segura precisa de canais conhecidos pela população.
- Proteção efetiva só ocorre com integração entre saúde, educação e justiça.
Data nacional amplia alcance do evento em Osasco
O encontro foi marcado para 18 de maio, data instituída no Brasil como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
De acordo com a data foi criada pela Lei nº 9.970 de 2000, em memória do caso Araceli, que se tornou marco da mobilização social no país.
Ao posicionar a palestra exatamente nesse dia, Osasco se conecta a uma campanha nacional já reconhecida por órgãos públicos, conselhos e entidades de defesa da infância.
Na prática, isso aumenta o potencial de repercussão local. A agenda deixa de ser um evento isolado e passa a integrar uma mobilização mais ampla de conscientização.
Para a rede municipal, o gesto tem valor simbólico e operacional. Simbólico, porque reforça compromisso institucional. Operacional, porque pode estimular novas denúncias e pedidos de orientação após o encontro.
Cenário nacional mostra por que o tema ganhou urgência
Nos últimos dias, o Ministério dos Direitos Humanos voltou a destacar a necessidade de denúncia e de ações articuladas de prevenção, acolhimento e responsabilização.
Segundo o ministério, foram registradas 7,4 mil denúncias e 19,1 mil violações em ocorrências ligadas à casa da vítima ou ao convívio com suspeitos, além de milhares de casos envolvendo estupro, abuso físico e violência sexual psíquica.
Esses números ajudam a explicar por que eventos locais passaram a priorizar orientação prática. Boa parte das agressões ocorre em espaços de convivência próximos, o que dificulta percepção e comunicação.
Em Osasco, a palestra pode funcionar como porta de entrada para esse debate. Ao reunir público geral e especialistas, a cidade cria um ambiente de informação objetiva em torno de um problema subnotificado.
O impacto concreto dependerá da adesão do público e da capacidade de transformar a discussão em rotina permanente de prevenção, não apenas em ação pontual de calendário.
O que observar a partir de agora na cidade
O primeiro ponto será a procura pelas inscrições e a ocupação dos dois horários. A divisão em turnos é um indicativo de expectativa de público diversificado.
O segundo ponto será a eventual participação de profissionais da educação, saúde, assistência social e conselhos tutelares. Esse grupo tende a multiplicar o conteúdo debatido.
O terceiro será o desdobramento institucional. Se houver continuidade, a cidade pode converter a mobilização de maio em ações permanentes de capacitação e orientação.
- Monitorar a presença do público geral
- Observar adesão de profissionais da rede
- Acompanhar novos desdobramentos da campanha
- Verificar se surgirão novas ações após 18 de maio
Com isso, a palestra anunciada em Osasco deixa de ser apenas agenda de evento. Ela passa a ser um teste de mobilização pública sobre um dos temas mais sensíveis da proteção à infância.
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