Osasco voltou ao noticiário municipal com um tema fora da agenda administrativa mais recorrente. A prefeitura publicou em 18 de maio um resgate histórico sobre a origem das feiras livres da cidade.
Segundo o texto oficial, a atividade começou em 1957, quando o município ainda não era emancipado. Naquele período, a venda ambulante era feita em carroças, em apenas dois pontos fixos.
Hoje, o contraste é grande. A cidade reúne população estimada de 759.524 moradores em 2025, o que ajuda a dimensionar o peso econômico e social das feiras.
Como nasceram as primeiras feiras de Osasco
De acordo com a Prefeitura de Osasco, os dois primeiros pontos de feira funcionavam na Vila dos Remédios e na Avenida João Batista, na região central.
O relato foi reconstruído a partir da memória de famílias que mantêm tradição no comércio de rua. Entre elas está a família Aristides, ligada à atividade desde a década de 1950.
O material informa que os fundadores Manuel Aristides e Alice deram início ao trabalho. Depois, a atividade passou para filhos, netos e outros parentes.
- Início das feiras: 1957
- Emancipação de Osasco: 1962
- Primeiros pontos citados: Vila dos Remédios e Avenida João Batista
De carroças a uma rede com 54 feiras livres
O dado mais relevante do levantamento municipal é a escala atual do setor. Osasco informa que possui 54 feiras livres, sendo 52 diurnas e duas noturnas.
As feiras diurnas funcionam das 7h às 14h, entre terça-feira e domingo. Já as noturnas operam das 17h às 22h, ampliando a oferta para quem trabalha em horário comercial.
Segundo a prefeitura, cerca de 400 mil pessoas passam semanalmente pelas 54 feiras, número que evidencia a força desse circuito popular de abastecimento.
A maior delas ocorre aos domingos, na Avenida João de Andrade. O município afirma que a feira reúne 360 bancas e recebe aproximadamente 40 mil pessoas.
- 52 feiras diurnas
- 2 feiras noturnas
- 360 bancas na maior feira dominical
- 400 mil passagens semanais estimadas
Tradição familiar e pressão econômica
Além da memória afetiva, o resgate expõe mudanças no ambiente de negócios. Um dos feirantes ouvidos pela prefeitura afirma que trabalhar hoje é mais difícil do que no passado.
Entre os fatores citados estão a concorrência maior e a rotina pesada para buscar mercadorias nas primeiras horas do dia. Ainda assim, a atividade segue como herança de família.
O abastecimento também conversa com a dinâmica metropolitana. A proximidade com a Ceagesp, na zona oeste paulistana, ajuda a explicar a permanência desse modelo comercial na cidade.
- Compra de mercadorias ainda ocorre de madrugada.
- Montagem das bancas começa nas primeiras horas do dia.
- A clientela mantém o fluxo regular nos bairros.
Por que esse resgate importa em 2026
Em uma cidade densa e altamente urbanizada, as feiras seguem relevantes para alimentação, renda e circulação de pessoas. O tema também reforça a identidade local construída antes da emancipação.
O próprio histórico institucional mostra que Osasco se tornou município em 1962, após ter suas origens administrativas ligadas à capital paulista, o que dá contexto ao surgimento das feiras em 1957.
Ao revisitar essa origem, a prefeitura transforma um costume cotidiano em notícia de cidade. O resultado é um retrato de continuidade entre memória, comércio popular e vida urbana.
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